Onde é que eu errei? Onde cometi o crime que todos me acusam? Porquê eu? Porque não eu?
Sou apenas mais um zombie neste mundo putrefacto onde tudo o que nos faz mover é o dinheiro que trás a corrupção a cada atitude cometida, contaminei a minha alma de nojo, contaminei o meu corpo de iniquidade. Agora tudo o que me rodeia é escuro e a minha ira nunca foi tão maligna.
Abandonei a minha presença e agarrei-me às feridas do passado que me atormentam. São estes os meus demónios que preciso de derrotar, são estes os monstros que não me deixam dormir a ocupam todos os meus pensamentos. Aos poucos vejo a luz do meu abrigo, aos poucos sacio a minha sede de felicidade, aos poucos começarei a ser o humano que sempre fui á medida que for derrotando, um a um, os demónios que me atormentam. Eles chamam o meu nome e sussurram-me a toda a hora, dizem que sou miserável e que não mereço este mundo corrupto, mas algo ainda mais forte me deixa dentro da realidade e me deixa os pés assentes no chão que piso. Anjos, chamo-lhes anjos, porque são eles que me mostram a realidade sempre que podem, são eles que me acordam dos meus pesadelos e que afastam todos os demónios que existem á minha volta e que são tantos. Não há forma de agradecer a estes anjos que me guiam, não há forma de dizer um obrigado porque essa palavra é demasiado fraca para esta forma de agradecimento tão grande. Esta batalha que estou a travar enfraquece-me a cada segundo que passa, deixa-me completamente vazio, sem energias para lutar mais. A minha única força é a minha vida.