Publicada por
-Tomás Duarte

Cheguei e de repente uma luz ilumina a minha alma. Caminho até essa luz e falo como se nunca tivesse saído da minha vida, como se nunca tivesse existido um factor de separação, como se o pretérito fosse o presente e todos as feridas abertas sarassem instantaneamente. Grito, choro, falo comigo mesmo nos meus pensamentos e ninguém será capaz de os ler. Sou um assassino de sonhos, um ser independente da própria alma, um ser incapaz de ser influenciado por alguém. Afinal ninguém me pode dizer o que fazer, ninguém pode decidir que partido tomar sem ter a minha própria opinião, tenho a minha cadeia de pensamentos e por mais destructivos que sejam fazem de mim o assassino que qualquer sonho é capaz de chacinar, mas esta carnificina adrenalínica é tão boa, faz o meu sangue correr mais depressa que nunca, faz o meu corpo vibrar sem sentir qualquer calafrio a percorrê-lo, faz-me sentir vivo. Troco olhares, conversas prolongadas até a voz falhar, com os meus espíritos que são muitos a cada noite que me deito e me seguem durante o dia querendo apenas conversar comigo. Sou a última peça dos seus puzzles para que sintam a nostalgia da felicidade passada. Sou a lágrima que percorre o rosto de seres em que os seus sonhos já foram destruídos por mim.
This entry was posted on October 4, 2009 at 12:14 pm, and is filed under
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