Ao sabor da minha vida, faço o que o vento me manda, o que o mar me sussurra, o que a terra me diz e o que o fogo me ordena. Descombino combinações, firo sentimentos e não me arrependo, o meu fado tem que ser cumprido, e a vida é curta. A pressão do meu sangue é enorme e a depressão do meu corpo desvanece à medida que erro e me arrependo dos meus erros, mas é com eles que aprendo as regalias que a vida me pode dar. O vento manda-me voar e não ter limites, o mar sussurra-me a calma e atenção, a terra diz-me para me erguer a cada queda que dou, o fogo ordena-me a amar e ser eu próprio. Entrego-me à quinta ciência com nove vidas que tenho onde apenas sete almas possuem o malhete da vontade activa. Entrego-me aos elementos que conheço complacentemente e que asseguram o cumprimento do meu rumo, da estrada que percorro diariamente onde encontro o que desejo. Ao sabor da vida me desfaço em lágrimas com as perdas que sucedo, ao sabor da vida me devaneio do vermelho da minha dor, ao sabor da vida morrerei feliz com o que ganhei por ter perdido.